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nov 23 2009

Palestra sobre JET Programme

Publicado por Haruna Koide em atualidades, japão

http://www.jetprogramme.org/j/index.html

Conforme as informações do Consulado Geral do Japão:

O JET Programme é a abreviatura do Programa Japonês de Intercâmbio e Ensino (The Japan Exchange and Teaching Programme) no qual jovens estrangeiros são convidados a atuar nas representações dos governos locais com o intuito de promover o enriquecimento do ensino das línguas estrangeiras, o intercâmbio cultural e a mútua compreensão entre as nações.

É um programa realizado pelas repartições públicas japonesas com o apoio dos Ministérios de Assuntos Internos e Comunicações (Soumusho), dos Negócios Estrangeiros (Gaimusho), da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (Monbukagakusho) e do Conselho das Autoridades Locais para Relações Internacionais (CLAIR).

Renovado anualmente, o JET Programme teve início em 1987. É um programa altamente reconhecido, não só pelo Japão como por vários países, como sendo um intercâmbio internacional de recursos humanos em grande escala; e há uma expectativa de que os japoneses que participam deste programa formem um network internacional com os participantes e que resultados positivos se multipliquem mundialmente.

São três as modalidades do programa:

1) CIR (Coordinator for International Relations)
O coordenador de relações internacionais é responsável pelas atividades de internacionalização e atua em repartições do governo local ou em entidades correlatas (contratantes).
O CIR brasileiro atua também no aconselhamento de crianças brasileiras em escolas japonesas e presta assistência a trabalhadores brasileiros residentes na região.

2) SEA (Sports Exchange Advisor)

O orientador esportivo ou treinador participa de atividades de internacionalização por meio do ensino de esportes específicos. Atua na secretaria regional de esporte.

3) ALT (Assistant Language Teacher)

O professor assistente de línguas atua na secretaria regional de educação ou em escolas públicas de nível fundamental e médio.
(Obs.: Modalidade não disponível para o Brasil)

Como funcionário público especial, jovens estrangeiros são contratados para atuar no Japão como coordenadores de relações internacionais. A função consiste principalmente em realizar palestras, organizar eventos, atuar como tradutor e intérprete.

Os requisitos básicos são:
- nacionalidade brasileira;
- formação universitária;
- fluência na língua japonesa.

Confira a palestra explicativa que ocorrerá no dia 1 de dezembro (terça-feira) no Consulado Geral do Japão em São Paulo, a partir das 19 horas.
As inscrições são gratuítas e para maiores informações, entrar em contato pelo cgjcultural4@arcstar.com.br ou (11) 3254-0100

http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura_jet.htm

http://www.jetprogramme.org/

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ago 06 2009

A SEMANA DA PAZ – II

A SEMANA DA PAZ – II
 
O imigrante Kazumi Ogawa – II
 
Ogawa não quis mais permanecer em local de tão tristes lembranças. A outrora agradável Nagasaki dos amigos, das colinas verdejantes, dos undo-kais (gincana familiar), da floração das cerejeiras,tornou-se cemitério de entulhos, cinzas e destruição. Ali, a bomba sepultou parte da alma de Ogawa: sua família, seus amigos, seus professores, sua escola, suas flores de cerejeira.

Após uma breve passagem por Santa Maria no Rio Grande do Sul, no dia 9 de abril de 1964, chegaram ao Núcleo Celso Ramos, de Frei Rogério, 8 famílias, mais de 50 pessoas, todos sobreviventes da bomba de Nagasaki, como imigrantes fruticultores. Entre eles, Kazumi Ogawa.

Deixara o Japão, sua terra natal, em busca de uma vida melhor, num país sem guerras, onde pudesse criar seus filhos. Passou breve período nos EUA mas trocou-o pelo Brasil. Aqui encontrou solo fértil, clima ameno, terra sem terremoto, tufão ou furacão e o povo com calor humano. Muitos voltaram ao Japão desistindo da vida sacrificada de agricultor. Ogawa permaneceu. Tinha fé no potencial daquelas terras.

Não esqueceu o Japão. Nem a desumanidade da guerra. Nem os mortos de Nagasaki. Erigiu em suas terras um pequeno santuário, onde todas as tardes, ao deixar a lavra do campo, numa oração íntima, desprovida de pompa, pedia atenção e desvelo divino à sua Nagasaki, às almas dos que pereceram na guerra, mas principalmente que Deus desse sabedoria aos homens para que compreendessem a desnecessidade de conflitos armados com tal terrível arsenal bélico.

Agradecia pela nova vida, pela família, pela porção de terras que faria inveja a qualquer agricultor japonês, pelo clima que possibilitava produtividade generosa.

As palavras comovem, mas o exemplo arrasta.

A notícia da atitude de Ogawa se espalhou e logo outras pessoas, além dos sobreviventes e descendentes, quiseram participar daquela cerimônia. Com o tempo, o governo de Santa Catarina, reconhecendo a importância cultural daquele ato, financiou a construção naquele local do Parque do Sino da Paz. Aí se encontra o sino fundido em aproximadamente 1600 que estava no Templo de Daionji, em Nagasaki e doado em 1998 pela Associação de Amizade Internacional da Província de Nagasaki à associação fundada por Ogawa e os sobreviventes, em reconhecimento ao seu movimento pela Paz.

Em todo 9 de agosto, o local recebe pessoas de vários lugares que participam da cerimônia presidida pelo imigrante japonês. Ao final, em silêncio, às 11:02 h, com o toque prolongado e sentido do triplo badalar do sino ainda ecoando nas colinas de Frei Rogério – como que anunciando pedido a ser feito – ouvem a oração de Ogawa com seu indefectível pedido de Paz para a Humanidade.

Kazumi Ogawa e a comunidade sobrevivente de Frei Rogério, são gente que fazem parte da riqueza espiritual de Santa Catarina.

Nosso reconhecimento aos homens públicos do nosso estado pela sensibilidade, visão cultural e antropológica, e principalmente por entender a profundidade espiritual da mensagem desta obra para Santa Catarina, para o Brasil e para a Humanidade.

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