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ago 25 2008

Os 47 ronins

http://en.wikipedia.org/wiki/Forty-seven_Ronin

No começo do século XVIII, o Japão era governado por Tokugawa Tsunayoshi [å¾³å· ç¶±å‰] (1646 – 1709), um entusiasta da arte. Incentivava as letras e a ciência através da fundação de escolas e da proteção aos artistas.

O shogun chamou o daimyô de Ako (atual região de Hyogo), Asano Takuminokami Naganori [浅野長矩] (1667 – 1701), para exercer uma função similar ao dos taikomochis: entreter os convidados imperiais em Edo. Como Asano, até então, tivera pouco contato com as cerimônias da corte, Kira Kozukenosuke Yoshinaka [å‰è‰¯ç¾©å¤®] (1641 – 1702), um alto funcionário de Tsunayoshi e especialista em cerimômias, foi escalado para treinar o recém-chegado daimyô.

Mas Kira era um homem corrupto e, indignado, queria que Asano o recompensasse financeiramente pelo incômodo. Iniciou-se então uma turbulenta relação. Kira insultava o seu aluno com freqüência, não perdia uma oportunidade sequer de humilhá-lo, até que no final de março de 1701, irritado pelas atitudes de Kira, Asano desembainhou sua espada e avançou sobre seu professor ferindo-o levemente na face.

Qualquer ato violento nas dependências do castelo de Edo era considerado uma ofensa ao shogun e, portanto, Asano foi ordenado a cometer o seppuku. Antes de morrer, o daimyô escreveu:

風ã•ãã†ã€€èŠ±ã‚ˆã‚Šã‚‚ãªãŠã€€æˆ‘ã‚‚ã¾ãŸã€€æ˜¥ã®å残を ã„ã‹ã«ã¨ã‹ã›ã‚“
Kaze sasou Hanayorimonao Waremomata Harunonagoriwo Ikanitokasen
As flores que caem não querem partir, mais frustrado do que as flores, o que devo fazer?

O clã de Ako foi confiscado e os 300 samurais de Ako tornaram-se ronins, samurais sem daimyô e conseqüentemente sem sustento. O clã se dispersou, mas foi formado um pequeno grupo de 47 pessoas que planejaram vingar a morte de seu daimyô. Entre estes, destacou-se um fiel guerreiro chamado Oishi Kuranosuke Yoshitaka [大石良雄], também conselheiro de Asano.

Sabendo que Kira aumentaria a sua segurança, Oishi ordenou que todos os 47 samurais dessem continuidade às suas vidas de modo a não despertar suspeitas, que vivessem como se tivessem abandonado o código de conduta dos samurais. Alguns viraram carpinteiros, alguns pescadores e outros mendigos. Oishi passou a viver em prostíbulos e renegou sua família.

Certo dia, um samurai de Satsuma (hoje Kagoshima) reconheceu Oishi jogado na rua completamente alcoolizado. Enfurecido pela covardia do bêbado, o transeunte chutou-o no rosto e cuspiu nele com desprezo.

Os espiões contratados por Kira relataram a vida desregrada dos possíveis vingadores e a segurança foi afrouxada. Até que na madrugada de 14 de dezembro de 1702, quase 1 ano e meio após a morte de Asano, sob forte neve, os 47 samurais atacaram a mansão de Kira em Edo.

Divididos em dois grupos, um liderado por Oishi e outro por Chikara (filho mais velho de Oishi), pegaram os guardas desprevenidos e logo dominaram a situação. Mas Kira tinha fugido. Rapidamente Oishi organizou uma busca e descobriram uma passagem secreta que levava a um pátio onde estava Kira, algumas mulheres e dois guardas. Os ronins mataram os guardas e o líder, em respeito ao alto posto de Kira, ajoelhou-se na frente do covarde e lhe explicou porquê aqueles 47 samurais estavam ali e convidou-o a morrer com dignidade cometendo o seppuku. Aterrorizado, Kira não disse uma palavra sequer e Oishi ordenou a decapitação.

Antes de se entregarem às autoridades, os 47 ronins levaram a cabeça de Kira até o túmulo de Asano. Na ocasião Oishi escreveu:

ã‚ら楽ã— æ€ã„ã¯æ™´ã‚‹ã‚‹ã€€èº«ã¯æ¨ã¤ã‚‹ã€€æµ®ãä¸–ã®æœˆã«ã€€ã‹ã‹ã‚‹é›²ãªã—
Aratanoshi Omoi-ha-sururu Mi-ha-sutsuru Ukiyo-no-tsuki-ni Kakaru-kumonashi
Estou feliz. Realizei o meu desejo e agora é a hora de morrer. Não existem nuvens na lua da minha vida.

Conforme o esperado, todos os 47 foram condenados à morte por terem assassinado um funcionário do governo. Mas em vez de serem executados, em respeito à lealdade dos samurais, em 4 de fevereiro de 1703, foi-lhes dado o direito de cometerem o seppuku. Todos eles foram enterrados ao lado de seu daimyô no templo de Sengakuji.

Diz a lenda, que o samurai de Satsuma que chutou Oishi, sabendo da verdadeira história, foi até Sengakuji pedir perdão e cometeu o seppuku. Ele também foi enterrado ao lado dos ronins.

Fontes:

http://www.samurai-archives.com/ronin.html

http://blog.360.yahoo.com/blog-8KBrr7Q6NasHqeIWJ4aCiQ–?cq=1&p=334

http://japan.chez-alice.fr/Culture/Japan/47Ronin.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Forty-seven_Ronin

Revista Grandes Guerras

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jun 26 2008

Tanabata Matsuri [七夕祭り] | Festival das Estrelas

http://a-eda.net/blognippon/image/%E4%B8%83%E5%A4%95.jpg

Tanabata Matsuri [七夕祭り] é um festival japonês comemorado anualmente no 7º dia do 7º mês do ano. Originado há 2 mil anos da mescla de várias outras festividades, principalmente uma festa chinesa chamada Kikkouden [乞巧奠], o festival também é conhecido como o Festival das Estrelas.

O nome Tanabata é relacionado com a leitura das cartas chinesas, que costumavam ser chamadas de shichiseki [七夕]. Para tanto, nas cerimônias xintoístas de purificação, as miko [巫女] (mulheres que transmitiam as palavras dos deuses) vestiam sobre seus vestidos, um pano especial denominado tanabata [棚机], rezando para os deuses pela proteção das plantações de arroz, pela chuva e mais tarde, por uma boa colheita no outono.

Curiosamente, devido à influência da festa chinesa, escreve-se Shichiseki em chinês (七夕) e lê-se Tanabata em japonês (ãŸãªã°ãŸ).

A lenda de Tanabata consiste na história de amor entre duas estrelas, Orihime (Vega) e Hikoboshi (Altair).

Há muito tempo, morava próximo do rio de estrelas, Amanogawa [天ã®å·] (Via Láctea)  uma princesa chamada Orihime [織姫] (a Princesa Tecelã), a qual tecia belas roupas mas vivia triste por estar sempre ocupada, sem tempo para se apaixonar.

O seu pai, o imperador Tenkou [天工] (Senhor Celestial), ao ver a tristeza da filha, apresentou-lhe um belo rapaz chamado, Hikoboshi [彦星] (Pastor de Gado), acreditando ser ele o par ideal para sua filha. Os dois jovens se apaixonaram e a partir desse momento, ambas as vidas giravam apenas em torno do amor, deixando assim de lado seus afazeres e obrigações diárias.

Entristecido com a irresponsabilidade do casal, o Senhor Celestial decidiu separá-los, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea. Permitiu que se encontrassem apenas uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem as suas tarefas diárias. Assim, todos os anos, nesta data, a partir da foz da Via Láctea, um barqueiro da lua leva Orihime ao encontro do seu amado Hikoboshi. Contudo, caso a princesa não tenha feito o melhor da sua tarefa, o Senhor Celestial fazia com que chovesse, inundando o rio e impedindo que o barqueiro viesse buscá-la. Nestas ocasiões, os Kasasagi (grupo de aves) ajudavam a princesa a cruzar o rio, formando uma ponte de pássaros sobre a Via Láctea.

O Festival Tanabata celebra a melhoria da sabedoria e capacidades da pessoas. Tal como na China, os japoneses acrescentaram valores específicos para os desejos de Orihime aprimorar suas habilidades e trabalhar duro para que possa encontrar com Hikoboshi. Atualmente, os japoneses escrevem os seus desejos, geralmente para si próprio ou familiares, tais como: aumento do desempenho no trabalho ou nos estudos, sonhos e esperanças para o futuro. Os desejos escritos nas tiras de papéis coloridos chamados tanzaku [短冊] são pendurados em bambus, na esperança que os desejos se tornem realidades.

Referências

http://www.jishujinja.or.jp/tanabata/kazari/index.html

http://www.culturajaponesa.com.br/htm/tanabatamatsuri.html

http://www.tanabatank.co.jp/tanabata.php

http://www.ogasawara-ryu.gr.jp/lessons/reihou/YearlyEvent/tanabata/tanabata.html

http://www.sendaitanabata.com/

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