Arquivar por julho, 2009

jul 29 2009

O UNDO-KAI

 

O UNDO-KAI

Os imigrantes japoneses trouxeram ao Brasil o costume da realização anual do Undo-kai, mais conhecido entre nós como Gincana poli-esportiva. A princípio era realizado em comemoração ao Tencho-setsu – dia 29 de abril – data natalícia do Imperador Showa. O Imperador faleceu, mas ainda por um bom tempo a comunidade costumava realizar o Undo-kai em fins de abril, começos de maio. Hoje a confraternização faz parte do calendário de realizações das muitas associações da comunidade nipônica em qualquer época do ano.

Como toda a cultura japonesa, cuja essência pode ser resumida no WA – harmonia, o Undo-kai também é a prática do wa:  em família, pela realização de competições para todas as idades; em comunidade, pela participação indiscriminadamente de raça, credo, etnia ou qualquer outro carácter distintivo do homem.

Em homenagem aos seus deuses, os antigos gregos iniciaram as competições esportivas na cidade de Olímpia. Acreditavam que poderiam cultivar a mente sadia em corpo sadio. Diferentemente destas competições, no Undo-kai não há vencedores notáveis. Não há atletas profissionais nem se objetiva a revelação de talentos individuais. Os prêmios são simbólicos, de pouco valor econômico – porque são adquiridos pela ajuda financeira da comunidade – têm mais o caráter de lembrança de participação do que de prêmio, mesmo porque ganham todos os participantes: dançarinas, tocadores de taikô, crianças demonstradoras de ginástica.

Nas provas são todos iguais; abandona-se o que se é fora do campo: não há ricos, pobres, doutores, patrões ou empregados – são todos participantes da gincana da grande família comunitária – na verdade, um eficiente pretexto que o japonês encontrou para desfrutar da companhia do próximo.

O importante não é vencer. É participar. Até no colo da mãe, de bengala ou cadeira de rodas.

E todos sabem que, mais importante do que participar, é construir o clima de harmonia, cordialidade e respeito, pois só nessa atmosfera o japonês sabe que o congraçamento e a confraternização serão possíveis.

Mens sana in corpore sano”,  disseram os gregos.*

Homines sani in communitate sana”, diriam os japoneses.**

* Mente sã em corpo são.

** Homens sãos em comunidade sã.

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jul 27 2009

Hinamatsuri (雛祭り) Festival de Bonecas – O Dia das Meninas

Hinamatsuri (雛祭り) Festival de Bonecas - O Dia das Meninas

 

O dia 03 de março é conhecido como Hinamatsuri. É uma festa típica japonesa. Tem como ritual a montagem de altares com panos vermelhos em degraus, chamados de hinadan, onde são dispostas bonecas ((雛人形, hina-ningyÅ) que representam a família imperial, os serviçais e os músicos com as vestimentas tradicionais do período Heian. As famílias celebram a data desejando um crescimento saudável e feliz.

 

Akari o tsukemashou bonbori ni
明ã‹ã‚Šã‚’ã¤ã‘ã¾ã—ょã†ã€€ã¼ã‚“ã¼ã‚Šã«
Ohana o agemashou momo no hana
ãŠèŠ±ã‚’ã‚ã’ã¾ã—ょã†ã€€æ¡ƒã®èб
Go-nin bayashi no fue taiko
五人ã°ã‚„ã—ã®ã€€ç¬›å¤ªé¼“
Kyo wa tanoshii Hinamatsuri
ä»Šæ—¥ã¯æ¥½ã—ã„ã²ãªç¥­ã‚Š

Disposição

Primeira plataforma

Apresenta duas bonecas que representam o Imperador (ãŠå†…è£ã•ã¾, O-Dairi-sama) e a Imperatriz (ãŠé››ã•ã¾, O-Hina-sama). (Dairi significa Palácio Imperial, Hina é menina ou princesa  Atrás deles há um biombo dourado representando o trono. Em extremidades opostas, duas lanternas brancas (bonbori) completam o patamar.

 Segunda plataforma

O segundo degrau traz três damas da Corte (三人官女, San-nin kanjo): Nagae no choushi, que carrega sake e uma longa concha; Sanpou, que carrega sake, mas permanece sentada e as outras em pé; e Kuwae no choushi que também serve sake. Há também bandejas com bolinhos de arroz.

Terceira plataforma

No terceiro degrau estão cinco músicos (五人囃ã—, Go-nin bayashi). Existem quatro instrumentistas: Taiko (pequeno tambor), Ookawa (grande tambor de mão), Kotsuzumi (tambor de mão) (tanto Ookawa quanto Kotsuzumi tocam os instrumentos em pé), Fue (flauta) e Utaikata (cantor que segura um sensu = leque). Eles fornecem a melodia para a celebração (uma canção homônima). 

Quarta plataforma

Ficam o Zuishin (dois ministros); o da direita é Udaijin e o da esquerda Sadaijin, que era considerado superior na antiga corte japonesa, pois quase sempre um ancião, famoso por sua sabedoria era escolhido para esta posição. Por isso, Sadaijin tem uma longa barba e parece ser mais velho do que Udaijin. 

 Quinta plataforma

São colocados o Ukon no tachibana (laranjeira, sempre plantada à direita), Sakon no Sakura (cerejeira sempre plantada à esquerda) ou pessegueiro (substituída no Festival dos Pêssegos) e o Eji (três servos). Esses três bonecos são: Nakijogo (bebedor triste) geralmente um jovem, sentado no centro com os sapatos do obina. O segundo mais velho, Okorijogo (bebedor zangado) segura o guarda-chuva do obina. O mais velho Waraijogo (bebedor animado) segura um chapéu e um bastão com um disco redondo e coberto no topo.

 Sexta e sétima plataforma

Vários utensílios domésticos em miniatura representam o dote de casamento. Hishidai (literalmente, suporte (daí) em forma de diamante (hishi); uma pequena mesa, na qual bolinhos de arroz (hishimochi) em forma de diamante são ofertados); tansu (cômoda com gavetas); nagamochi (grande baú). Antigamente, faziam parte do enxoval da noiva. Não são mais usados, mas podem ser vistos em lojas de antiguidades. Eram usados para guardar kimono, futon, etc. No caso de viagens, dois bastões eram inseridos em alças de corda em cada extremidade do baú e carregado no ombro por dois servos); haribako (tradicional caixa de costura). No topo do braço vertical há uma almofada de agulhas, que tradicionalmente era recheada com cabelos, pois estes continham óleos naturais, que evitavam que as agulhas se enferrujassem e também se lubrificavam, tornando-as mais fáceis para a costura. O hibachi (literalmente “pote de fogoâ€) era um braseiro que queimava carvão e podia ser feito de madeira, bronze, ferro, latão, cobre ou porcelana. Era uma fonte central de calor nas temporadas de frio, antes dos aquecedores a gás e querosene surgirem. Também possui a dupla função de fogareiro para esquentar a água, assar bolinhos de arroz); ocha dogu (utensílios usados durante a preparação do chá, na cerimônia de chá); juubako (cesta de caixas laqueadas usadas para servir comida. Literalmente “caixas laqueadasâ€. Hoje em dia, elas são usadas apenas em ocasiões especiais, como no Ano Novo); gosho kuruma (carruagem para as pessoas da nobreza, geralmente puxada por bois). 

 É costume as amigas se reunirem diante das bonecas, trocando saudações cerimoniosas. Elas se deliciam com doces e bolinhos de arroz (Hishimochi) e bebem o sake doce (Shirozake), que também são ofertados às bonecas.

Algumas famílias possuem Hina Ningyo centenárias, consideradas verdadeiras heranças de família. Algumas noivas, ao se casarem, levam consigo o seu conjunto de bonecas para as suas novas casas.

http://japanese.about.com/library/weekly/aa022501a.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hinamatsuri

 http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/info_curiosidades.htm

http://www.acbj.com.br/alianca/palavras.php?Palavra=63

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