Testemunhas e memórias das bombas atômicas de 1945 e imigrantes japoneses em Santa Catarina

Testemunhas e memórias das bombas atômicas de 1945 e imigrantes japoneses em Santa Catarina

150 150 Paula Hidemi Kaneoya

MARTINELLO, André Souza. Testemunhas e memórias das bombas atômicas de 1945e imigrantes japoneses em Santa Catarina. In: XXV Simpósio Nacional de História. História e Ética, 2009, Fortaleza / Ceará. Anais do XXV Simpósio Nacional de História: Por uma est(ética) da beleza na História. Fortaleza : ANPUH, 2009. p. 01-11.

 







INÍCIO*

Fica o que significa. É o que já se disse a respeito da memória. Há sensações, lembranças e experiências que se guardam no mais profundo silêncio individual. Sendo ou não algumas lembranças possíveis de compartilhamento por um mesmo grupo, ou ainda vivência incrustada na mente de um só ser que nem em diários, agendas, relatos e memórias são descritas. Traumas podem ser carregados pelas pessoas, sem qualquer compartilhamento social. Dores e dificuldades ultrapassadas, podem ser escamoteadas (sublimadas?) de diferentes maneiras, ou simplesmente deixadas de lado no jogo do cotidiano. Algumas pessoas que estiverem presentes – próximas o suficiente para serem testemunhas e afastadas o suficiente para permanecerem vivas – das explosões de bombas no Japão em 1945, internalizaram durante longo tempo das suas vidas os acontecimentos daquele Japão em final de guerra. Ao longo do tempo, conseguiram compartilhar apenas também entres outras pessoas sobreviventes da experiência que, o historiador Jacques Le Goff (2003:14) denominou de: “[…] primeira encarnação histórica objetiva de um possível apocalipse […]”.

 

Palavras-chave: bomba atômica. testemunha. Imigrantes japoneses. Hiroshima. Nagasaki. Santa Catarina.

Trabalho na íntegra: Testemunhas e memórias das bombas atômicas de 1945 […]

Contato: andresoumar@yahoo.com.br

 

* primeiro parágrafo do artigo