fev 15 2008

Kimigayo (君が代) | O hino nacional japonês

http://www.flickr.com/photos/f112358/

O hino nacional do Japão é ainda um dos hinos nacionais mais curtos em uso.

Kimi ga Yo, que pode ser traduzido como “Reino imperial”, tem sua origem no ano de 905 d.C. durante a era Heian e foi publicado no primeiro livro de canções de que se tem registro na história japonesa, o kokinwakashu.

No decorrer da história, a letra teve sua significação alterada. Inicialmente era uma forma de celebração de pessoas importantes e também de idosos. Já na era Meiji o Japão sentiu a necessidade de criar um hino nacional, visto que abrira suas portas para o exterior e tal proposta auxiliaria a criação de uma identidade perante os povos estrangeiros. Os imperadores eram considerados descendentes dos deuses e o hino tornou-se uma música de louvor ao ser supremo. O curioso é que no ano de 1870, criou-se uma melodia para esta letra, cuja origem está em um poema Waka (poesia de 31 sílabas do século X). Após a segunda guerra, popularizaram-se idéias contrárias à letra proposta, visto que para alguns, o ato de louvar o imperador não era democrático.

君が代は千代に八千代に
細石の巌となりて
苔の生すまで

Kimi ga yo wa, Chiyo ni yachiyo ni
Sazare ishi no, Iwao to nari te
Koke no musu made.

Que a monarquia do Imperador dure
por milhares e milhares de gerações,
Até que o pedregulho se torne um rochedo
E os musgos venham a cobrí-lo.


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fev 14 2008

Gueixa 芸者 | Liberdade e independência?

Publicado por em história

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Uma vida mais livre e independente? Com a sofisticada formação que têm e o estilo de vida que levam, as gueixas são mulheres diferenciadas em seu país. Uma japonesa casada, mesmo quando trabalha, passa boa parte do tempo cuidando da casa e dos filhos.  Já as gueixas não se ocupam com as tarefas domésticas e estão livres da rotina de uma dona de casa; em vez disso, elas usam seu tempo para estudar e se desenvolver. Mas é claro que há muitas restrições, problemas e dificuldades nesse estilo de vida.

Ser uma gueixa implica trabalho duro: é preciso estudar, apresentar uma cara sempre alegre e agradável, ter a melhor aparência possível e trabalhar por várias horas seguidas. Além disso, uma gueixa que tenha um patrocinador pode ter de abrir mão de boa parte de sua liberdade, porque o danna muitas vezes é quase um marido. E não se deve esquecer que as gueixas se submetem à rígida hierarquia de sua própria comunidade. Não é uma vida fácil!

Por outro lado, uma gueixa de sucesso pode desenvolver uma longa carreira e conquistar sua independência financeira. Nesse sentido, a vida de uma gueixa é muito diferente da vida de uma mulher japonesa convencional.

Mas eu não diria que é algo mais fácil, ou melhor; isso depende da personalidade da mulher e do que ela entende por independência e “liberdade”. O estilo de vida que as gueixas levam se aproxima, em certos aspectos, do dia-a-dia de uma mulher ocidental “independente” (a dedicação à própria vida profissional seria um dos pontos em comum).

Outro ponto interessante é que as comunidades formadas pelas gueixas são uma espécie de imagem invertida da sociedade japonesa; nessas comunidades, são as mulheres, e não os homens, que detêm o poder; quando uma criança está para nascer, todos esperam por uma menina, e não um menino, para que a linhagem da gueixa-mãe possa continuar.

Mas essa vida diferenciada cobra seu preço: apesar de não serem explicitamente rejeitadas pela sociedade japonesa, as gueixas não se inserem no convívio social. Quando uma adolescente decide se tornar uma gueixa, a reação dos pais quase sempre é negativa, para dizer o menos; e o casamento, para uma gueixa, é algo impossível, a menos que se desista da profissão.


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