fev 13 2008

Valentine´s Day e White Day no Japão | 日本のバレンタインデー・ホワイトデー

Publicado por em comportamento

Valentine´s Day e White´s Day no Japão | 日本のバレンタインデー・ホワイトデー

Os japoneses comemoram o St. Valentine´s Day (dia dos namorados) no dia 14 de fevereiro em um estilo único: mulheres oferecem chocolates ou outras guloseimas derivadas de chocolate em geral para os homens.

Pode ser seu namorado, marido, amante, amigo, colega, chefe ou enfim… um homem. A data foi introduzida no Japão em 1936, por uma fábrica de doces que importou a idéia dos Estados Unidos.
Entre os chocolates oferecidos, existem alguns tipos:

– Honmei Choco – 本命チョコ (Chocolate de Intenção Verdadeira): Oferecido à pessoa por quem esteja apaixonada. Se ainda não estão juntos, é um meio de declarar o seu amor à pessoa.

– Giri Choco – 義理チョコ (Chocolate de Convivência Social): Oferecido aos conhecidos, colegas de trabalho, clientes, como uma forma de gratidão.

– Family Choco – ファミリーチョコ (Chocolate de Família): Com o amor e afeto maternos, é oferecido ao marido e filhos.

– Tomo Choco – 友チョコ (Chocolate de Amizade): Oferecido às amigas, como demonstração de amizade.

Já o White Day se comemora um mês depois, no dia 14 de março e acontece exatamente o contrário: Os homens presenteiam as mulheres com chocolates e derivados. Essa data não foi importada de lugar algum e foi simplesmente introduzida por uma fábrica de doces japonesa.


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fev 12 2008

Matsuri em Sankaterine: o Japão nas cores da Copa Lord

COPALORD 2008

Prestes a se comemorar o centenário da imigração japonesa ao nosso país, o Brasil parece, nestes últimos tempos, ter renovado seu interesse por esse país e esse povo.

A emigração japonesa deu-se por motivos econômicos. Com a Reforma Meiji de 1868, deflagrada pela abertura do país imposto pelo comodoro norte-americano Perry, em 1854, o Japão, até então fechado pelo regime dos xoguns a qualquer contato com o mundo d’além-mar havia quase 700 anos, percebeu seu atraso com relação a outros países: enquanto ficou escrevendo haicais, fazendo arranjos florais e fabricando espadas perfeitas, o mundo conquistara novas terras em todos os continentes e até vizinhas ao Japão, se rendera aos saberes do Iluminismo, derrubara o feudalismo com a Revolução Francesa e vivia já os albores da Segunda Revolução Industrial. O Japão perdera então a revolução política e permanecia no arcaico feudalismo, perdera a corrida por novas terras e teria que se resignar ao exíguo território altamente insulado e não conhecera sequer os benefícios econômicos e tecnológicos das duas revoluções industriais. Tinha então, sede de riqueza e progresso, fome de terras e sua alma de samurai tinha necessidade de poder. Empreendeu então conquistas de terras e duas guerras com esses objetivos: com a China em 1895 e a Rússia em 1905. Venceu a ambas mas ficou com as finanças depauperadas ao extremo. Levas de samurais, cuja classe foi extinta pela Reforma Meiji, que se juntavam a camponeses – não absorvidos pela reforma agrária empreendida pelo novo regime – constituiam grandes contingentes de desocupados, já revoltosos pela penúria. Foi então incentivada a emigração para o exterior: arquipélago do Havaí, América do Norte e América do Sul, principalmente Peru, Brasil e Argentina.

Com a derrota na II Guerra Mundial, que terminou com o macabro episódio das duas bombas atômicas explodidas sobre Hiroshima e Nagasaki, no dia 6 e no dia 9 de agosto de 1945, o Japão abandona a ideologia militarista de expansão territorial e busca o caminho do desenvolvimento social e econômico pelo único caminho possível a um país miserabilizado pela guerra, sem terra para plantio, sem petróleo, sem nenhuma riqueza mineral: educação e tecnologia.

Apenas 25 anos após a derrota incondicional na II Guerra Mundial, a tenacidade e o amor ao trabalho desse povo fez de seu país a segunda potência econômica mundial.

Para nossa cidade, a história desse povo contada e cantada pela comunidade do Morro da Caixa nos candentes versos de “Matsuri em Sankaterini”, reveste-se de especial significado não apenas para nós, florianopolitanos, desterrenses na sua certidão de origem, mas também para todos os japoneses e descendentes que aqui vivem, por ter sido a hospitaleira Nossa Senhora do Desterro, hoje nossa amada Florianópolis, a primeira cidade a ter contato com o povo japonês em 1803, um século antes da vinda do primeiro imigrante.

Congratulo-me com a Escola de Samba Copa Lord que teve a sensibilidade de levar para a avenida a epopéia, a determinação e o trabalho sério desses desbravadores que, recebidos em terras férteis, de clima ameno, sem terremotos, pelo brasileiro cordial e hospitaleiro, aqui plantaram junto com o café brasileiro, a cultura japonesa. E hoje, o Brasil colhe e cultua sua sabedoria, sua crença na excelência do ser humano, sua paciência, sua perseverança. E aqui os japoneses e descendentes colheram a paz, a cordialidade, o respeito e o apreço do povo brasileiro à sua cultura rica e milenar.

Repiquem-se os tamborins, e que soe a batida do surdo.

Que se abram os portais sagrados para o início do espetáculo!

Banzai Brasil! Banzai Japão!


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