fev 12 2008

Matsuri em Sankaterine: o Japão nas cores da Copa Lord

COPALORD 2008

Prestes a se comemorar o centenário da imigração japonesa ao nosso país, o Brasil parece, nestes últimos tempos, ter renovado seu interesse por esse país e esse povo.

A emigração japonesa deu-se por motivos econômicos. Com a Reforma Meiji de 1868, deflagrada pela abertura do país imposto pelo comodoro norte-americano Perry, em 1854, o Japão, até então fechado pelo regime dos xoguns a qualquer contato com o mundo d’além-mar havia quase 700 anos, percebeu seu atraso com relação a outros países: enquanto ficou escrevendo haicais, fazendo arranjos florais e fabricando espadas perfeitas, o mundo conquistara novas terras em todos os continentes e até vizinhas ao Japão, se rendera aos saberes do Iluminismo, derrubara o feudalismo com a Revolução Francesa e vivia já os albores da Segunda Revolução Industrial. O Japão perdera então a revolução política e permanecia no arcaico feudalismo, perdera a corrida por novas terras e teria que se resignar ao exíguo território altamente insulado e não conhecera sequer os benefícios econômicos e tecnológicos das duas revoluções industriais. Tinha então, sede de riqueza e progresso, fome de terras e sua alma de samurai tinha necessidade de poder. Empreendeu então conquistas de terras e duas guerras com esses objetivos: com a China em 1895 e a Rússia em 1905. Venceu a ambas mas ficou com as finanças depauperadas ao extremo. Levas de samurais, cuja classe foi extinta pela Reforma Meiji, que se juntavam a camponeses – não absorvidos pela reforma agrária empreendida pelo novo regime – constituiam grandes contingentes de desocupados, já revoltosos pela penúria. Foi então incentivada a emigração para o exterior: arquipélago do Havaí, América do Norte e América do Sul, principalmente Peru, Brasil e Argentina.

Com a derrota na II Guerra Mundial, que terminou com o macabro episódio das duas bombas atômicas explodidas sobre Hiroshima e Nagasaki, no dia 6 e no dia 9 de agosto de 1945, o Japão abandona a ideologia militarista de expansão territorial e busca o caminho do desenvolvimento social e econômico pelo único caminho possível a um país miserabilizado pela guerra, sem terra para plantio, sem petróleo, sem nenhuma riqueza mineral: educação e tecnologia.

Apenas 25 anos após a derrota incondicional na II Guerra Mundial, a tenacidade e o amor ao trabalho desse povo fez de seu país a segunda potência econômica mundial.

Para nossa cidade, a história desse povo contada e cantada pela comunidade do Morro da Caixa nos candentes versos de “Matsuri em Sankaterini”, reveste-se de especial significado não apenas para nós, florianopolitanos, desterrenses na sua certidão de origem, mas também para todos os japoneses e descendentes que aqui vivem, por ter sido a hospitaleira Nossa Senhora do Desterro, hoje nossa amada Florianópolis, a primeira cidade a ter contato com o povo japonês em 1803, um século antes da vinda do primeiro imigrante.

Congratulo-me com a Escola de Samba Copa Lord que teve a sensibilidade de levar para a avenida a epopéia, a determinação e o trabalho sério desses desbravadores que, recebidos em terras férteis, de clima ameno, sem terremotos, pelo brasileiro cordial e hospitaleiro, aqui plantaram junto com o café brasileiro, a cultura japonesa. E hoje, o Brasil colhe e cultua sua sabedoria, sua crença na excelência do ser humano, sua paciência, sua perseverança. E aqui os japoneses e descendentes colheram a paz, a cordialidade, o respeito e o apreço do povo brasileiro à sua cultura rica e milenar.

Repiquem-se os tamborins, e que soe a batida do surdo.

Que se abram os portais sagrados para o início do espetáculo!

Banzai Brasil! Banzai Japão!


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fev 11 2008

Remioromen | レミオロメン

Remioromen | レミオロメン

O grupo Remioromen (レミオロメン) foi formado em dezembro de 2000 com Fujimaki Ryota (vocal, guitarra), Maeda Keisuke (baixo), Jinguji Osamu (bateria), e mantém essa formação até hoje.

O grande salto da banda realmente aconteceu no final de 2005, com duas músicas como parte do dorama (novela japonesa) Ichi Ritoru no Namida – Um litro de lágrimas, em português. A série estava na programação da Fuji TV e seus episódios podem ser encontrados no nosso inseparável amigo, youtube. As músicas Konayuki e Sangatsu Kokonoka (3日9月) tornaram-se hits, e acabaram por consagrar o grupo, assim como a atriz principal da novela, Erika Sawajiri, que hoje concorre nos principais rankings do Japão com o próprio grupo Remioromen.

fonte : www.hainet.com.br/jpop/noticia.php?id=183

レミオロメン | 月9日

流れる季節の真ん中で
ふと日の長さを感じます
せわしく過ぎる日々の中に
私とあなたで夢を描く

3月の風に想いをのせて
桜のつぼみは春へとつづきます

溢れ出す光の粒が
少しずつ朝を暖めます
大きなあくびをした後に
少し照れてるあなたの横で

新たな世界の入口に立ち
気づいたことは 1人じゃないってこと

瞳を閉じれば あなたが
まぶたのうらに いることで
どれほど強くなれたでしょう
あなたにとって私も そうでありたい

砂ぼこり運ぶ つむじ風
洗濯物に絡まりますが
昼前の空の白い月は
なんだかきれいで 見とれました

上手くはいかぬこともあるけれど
天を仰げば それさえ小さくて

青い空は凛と澄んで
羊雲は静かに揺れる
花咲くを待つ喜びを
分かち合えるのであれば それは幸せ

この先も 隣で そっと微笑んで

瞳を閉じれば あなたが
まぶたのうらに いることで
どれほど強くなれたでしょう
あなたにとって私も そうでありたい

Remioromen | Sangatsu kokonoka

Nagareru kisetsu no mannaka de
Futo hi no nagasa wo kanji masu
Sewashiku sugiru hibi no naka ni
Watashi to anata de yume wo egaku

San gatsu no kaze ni omoi wo nosete
Sakura no tsubomi wa haru he to tsuduki masu

Afuredasu hikari no tsubu ga
Sukoshizutsu asa wo atatame masu
Ookinaa kubi wo shita ato ni
Sukoshi tereteru anata no yoko de

Arata na sekai no iriguchi ni tachi
Kiduita koto wa hitori ja naitte koto

*Hitomi wo tojireba anata ga
Mabuta no ura ni iru koto de
Dore hodo tsuyoku nareta deshou
Anata ni totte watashi mo sou de aritai

Suna bokori hakobu tsumuji kaze
Sentaku mono ni karamari masu ga
Hirumae no sora no shiroi tsuki wa
Nan daka kirei de mitore mashita

Umaku wa ikanu koto mo arukeredo
Ten wo aogeba sore sae chiisa kute

Aoi sora wa rinto sunde
Hisu ji kumo wa shizuka ni yureru
Hanasaku wo matsu yorokobi wo
Waka chiaeru no de areba sore wa shiawase

Kono saki mo tonari de sotto hohoen de

*Repeat
♫ ♪


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