set 15 2008

Konpeito [金平糖] | Confeito japonês de origem portuguesa

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O konpeito – do português confeito – foi trazido ao Japão no século XVI pelos portugueses. Segundo relatos, o padre jesuíta Francisco Xavier, após converter o primeiro japonês – um samurai chamado Anjiro, fugitivo de sua cidade natal pelo assassinato de um homem – na Malásia, partiu rumo ao Japão para pregar. Para obter a licença para a sua ação missionária, ele apresentou ao daimyo da época, Oda Nobunaga [織田信長], um frasco de konpeito.

Na época, este doce era restrito à nobreza, devido a sua beleza composta por esferas coloridas de 5 a 10 cm de diâmetro, envoltos por minúsculos “espinhos” de açúcar.

O processo do fabrico de konpeito era mantido em segredo pelos portugueses e a sua preferência em vendê-los para os japoneses como um doce raro, tornou konpeito cada vez mais valioso e cobiçado. Até que no período Edo o segredo foi descoberto pelos artesãos de Nagasaki, Kyoto e Edo (atual Tóquio) e a iguaria difundiu-se pelo país todo.

Atualmente, konpeito ainda é um sucesso entre as crianças. Além da variedade de cores (laranja, roxo, verde, amarelo e branco), também é bastante utilizado como adoçante de chás e cafés. Tradicionalmente aparecem como integrante da cerimônia do chá e nas prateleiras de Hina Matsuri [ひな祭り], o dia das meninas comemorado em 3 de março.

O povo japonês diz que o konpeito, pela sua beleza e delicadeza, manifesta uma história de amor ou uma celebração da essência da simplicidade, assim como uma flor, um orvalho, ou ainda um pôr do sol.

Fontes:
http://www.konpeitou.jp/index_m.html
http://www.culturajaponesa.com.br/htm/quandoportugueses.html
http://www.biwa.ne.jp/~futamura/sub26C.htm
http://www.ebisudo.com/konpeito_hiroba/home2.html


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abr 15 2008

Origami (折り紙)

Publicado por em cultura,japão

Segundo alguns estudiosos do origami, o costume de dobrar papéis é tão antigo quanto o surgimento do papel na China, há aproximadamente 1800 anos. No Japão, o papel foi introduzido entre os séculos V e VI por monges budistas chineses. Entretanto, somente a nobreza tinha acesso por ser considerado um artigo de luxo. Era utilizado em festas religiosas e também na confecção de moldes de quimonos.

Os japoneses transmitiam as figuras que criavam através da tradição oral, que eram passadas de mãe para filha. Nesta época, somente as dobraduras mais simples eram trabalhadas.

As primeiras instruções escritas sobre o origami surgiram em 1797, com a publicação do “Senbazaru Orikata” (como dobrar mil garças). A partir daí a população japonesa começou a aprimorar as técnicas do origami e até começaram a fabricar o seu próprio papel. Desde 1876, o origami deixou de ser transmitido apenas dentro da família, passando a ser disciplina integrante do currículo escolar do Japão.

As várias formas de se dobrar papéis possuem diferentes siginificados no oriente. No Japão, o sapo representa o amor e a fertilidade; a tartaruga, a longevidade, e o tsuru (ave-símbolo do origami), também conhecido como grou ou cegonha, siginifica boa sorte, felicidade e saúde. Diz ainda uma lenda que aquele que fizer mil tsurus, com o pensamento voltado para aquilo que deseja alcançar, terá bons resultados.

A arte de dobrar papel, embora com maior tradição no Japão, começou na China por volta dos séculos I e II d.C. sendo transposto para o Japão por volta do século VI d.C.

Fonte:
Texto construído a partir de:
The origami handbook by Rick beech
Joseph Wu – origamihome


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