abr 21 2008

Taikomochi (太鼓持) ou houkan (幇間), a versão masculina das gueixas

http://www.surimono.com/Pages/gallery9/%20page92.html

As gueixas são famosas mundo afora. “As gueixas são como atrizes. Elas vendem aos seus clientes o sonho de uma mulher perfeita, e fazem com que eles se sintam atraentes e importantes.”, disse Rafael Burato. Mas pouco se fala sobre a versão masculina das gueixas, os chamados: taikomochi ou houkan.

Esta é uma antiga profissão que surgiu no século XII com o objetivo de entreter os daimyos por meio de danças e principalmente da cerimônia do chá. Na época, estes grandes artistas eram chamados de doboshu (companheiro). Já no século XV, passaram a ser chamados de otogishu ou hanashishu e entre as atividades oferecidas, agora destacavam-se as piadas, as conversas e as histórias.

No século XVI o Japão passou por um período de muitas guerras internas e como estes profissionais tinham facilidade de se comunicar, foram promovidos a peças estratégicas na luta pelo poder, auxiliando em espionagens e eventuais aproximações entre guerreiros. Mas as mudanças não param aí. No século XVII, com o estabelecimento do shogunato Tokugawa, a tranqüilidade foi restaurada e os doboshus passaram a entreter ricos mercantilistas em seus banquetes contando piadas, narrando contos eróticos e até estratégias de negócios. A partir de então, passaram a ser chamados de houkan (formal) ou taikomochi (usual).

Após a aparição da primeira gueixa, em uma festa no ano de 1751, iníciou-se o declínio dos taikomochi. Gradativamente eles foram perdendo espaço e tornaram-se assistentes das geikos (termo usado para gueixa na região de Kyoto). A segunda guerra mundial acelerou o processo e estima-se que hoje existam apenas 5 houkans no território japonês, 4 vivem em Tóquio e 1 em Kyoto.

Taikomochi Arai, o único profissional de Kyoto, diversificou ainda mais suas atividades e hoje dá palestras sobre a cultura japonesa no Centro Cultural Asahi, é colunista de vários periódicos e tem o seu próprio programa de rádio sobre a cultura tradicional do entretenimento japonês.

Mas taikomochi Arai, apesar de ainda ativo, pertence a uma classe tradicional. A versão moderna do houkan vai todos os dias ao cabeleireiro e é facilmente encontrada nas boates de Tóquio. Eles faturam de R$ 1.700,00 a R$ 85.000,00 por noite, são contratados por mulheres bem sucedidas para serem os seus “acessórios”. “Eu dou às mulheres o que os homens geralmente não dão: carinho. Elas nos vêem como um de seus acessórios.”, disse Yunosuke de 24 anos.

“Hoje as mulheres trabalham muito e conseqüentemente ganham muito dinheiro.”, disse Yuko Takeyama, gerente do grupo Air. Uma das clientes de Yunosuke complementa: “É um presente para mim mesma. É a mesma coisa de comprar alguma coisa ou gastar em uma viagem”.

Referências:
http://www.thekeep.org/~kunoichi/kunoichi/themestream/taikomochi.html
http://www.answers.com/topic/taikomochi?cat=entertainment
http://www.clickjapan.org/Coutumeetfete/geisha.htm
http://www.cnn.com/2008/WORLD/asiapcf/04/07/japan.geishas/index.html
http://www.mitene.or.jp/~houkan/2002/e15.html


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fev 21 2008

Gueixa 芸者 | Uma gueixa ocidental?

Publicado por em curiosidades

gueixa05.jpg

Liza Dalby é detentora de uma interessante façanha: é a única ocidental de que se tem notícias a se tornar uma gueixa. Antropóloga e especialista em cultura japonesa, Liza conhece o país desde os 16 anos, quando morou durante um ano na cidade de Saga (ilha de Kyushu), no final da década de 60. Desde então, sua vida foi marcada por várias passagens pelo Japão, onde aprendeu a falar a língua  e a tocar o shamisen (tradicional instrumento de cordas).

Na década de 70, após se graduar em Antropologia nos Estados Unidos, ela escolheu como tema de sua tese de doutorado a situação das gueixas no Japão contemporâneo. A antropóloga passou vários meses imersa no ambiente de estudo aplicando entrevistas e pesquisando, e foi assim que surgiu a idéia de ela mesma se tornar uma gueixa.

Em 1978, ela recebeu o título de doutora pela Universidade de Stanford. E, em 1983, lançou seu livro intitulado Gueixa. Quando surgiu o projeto de Steven Spielberg para filmar “Memórias de uma gueixa”, em 1998, ela foi convidada para a função de consultora artística.  Será que ela é entendida no assunto?



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