abr 14 2011

É homem ou mulher? Nipo-brasileiras e outras contra ditadura: gênero, etnicidade e memória da luta armada no Brasil

MARTINELLO, André Souza. É homem ou mulher? Nipo-brasileiras e outras contra ditadura: gênero, etnicidade e memória da luta armada no Brasil. In: Colóquio Internacional Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul, 2009, Florianópolis. Anais eletrônicos… Florianópolis: UFSC, 2009.  Disponível em: <http://www.coloquioconesul.ufsc.br/andre_souza_martinello.pdf>. Acesso em: 07 abr. 2011.

RESUMO

A primeira seção da pesquisa apresenta ações de mulheres no combate à ditadura, que ocorreram de diferentes formas, por vários grupos e maneiras de inserção na política oposicionista ao regime, mesmo que elas fossem retratadas na época, – como ainda em memórias e textos mais atuais – como dependentes dos maridos ou personagens indispensáveis para homens conseguirem liberar-se de determinadas funções, deixadas para elas. A tendência em descrever mulheres no segundo plano da História apresenta-se junto das plataformas realizadas por mulheres e para as mulheres, muitas vezes mais independentes do que se costuma pensar, ao entrar em contatos com fontes do período, percebe-se que muitas delas atuaram em busca de direitos e de maior emancipação e tiveram papel no confronto direto à ditadura, sendo algumas políticas cassadas pelo AI/5.

O segundo momento do texto apresenta situações das descendentes de japoneses, mulheres que na luta armada contra a ditadura brasileira viveram preconceitos muito maiores por serem: “japonesas”, mulheres e guerrilheiras. Associada à idéia de identidade ambivalente, mostra-se como essas mulheres receberem tratamentos desiguais, não reconhecidas como brasileiras, ora acessaram facilidades e privilégios por serem “melhores brasileiras: japonesas” e ora viveram muito mais preconceitos, por carregarem em seus corpos e rostos a ascendência e estigma nipônico.

A etnicidade é relacionada a esse momento do texto com objetivo de compreender estereótipos e cotidianos vivenciados por mulheres descendentes de migrantes japoneses que se engajaram na luta armada nas décadas de 1960 e 70.

Palavras-chave: Guerrilheiras. Nipo-descendentes. Mulheres contra ditadura.

Trabalho na íntegra: É homem ou mulher? Nipo-brasileiras e outras contra ditadura […]

Contato: andresoumar@yahoo.com.br


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mai 08 2008

Saquê [酒] | A bebida da prosperidade

http://flickr.com/photos/torek/377460029/

O saquê [酒] é uma bebida fermentada que vem desempenhando papel central na vida e na cultura japonesa nos últimos 2000 anos. Feita principalmente de arroz e fabricada a partir da utilização de fungos específicos (microorganismo chamado Koji, em japonês) e leveduras, possui teor alcoólico de aproximadamente 16%. Suas diversas variações podem ser apreciadas mornas ou frias, dependendo da época do ano.

O termo saquê, de acordo com os registros, era chamado pelos japoneses como sakaemizu [栄え水] (água da prosperidade). Com o passar dos anos, sakaemizu passou a ser chamado de Sakae [栄え] e posteriormente, sake/saquê.

A técnica primária da produção de saquê, chamada de kutikami [口噛み] consistia na sacarificação – a conversão do amido em açúcar – produzida a partir da enzima salivar das mulheres, que mastigavam os grãos de arroz aquecidos e depois os cuspiam em tachos, para só então iniciar o preparo da bebida. Este processo era restrito apenas às jovens virgens, pois acreditava-se que o saquê provinha da mulher pura, a representante dos deuses na terra.

Segundo famosa mitologia da cidade de Izumo (província de Tottori) chamada Yashiori no Sake [八入折の酒], existia uma serpente gigantesca de oito cabeças, Yamata no Orochi [八岐大蛇]. Todo ano ela vinha devorar uma das oito filhas de um casal de velhos. O deus Susanowo no Mikoto [須佐之男命] ao chegar ao reino de Izumo encontra o casal chorando porque o monstro viria buscar sua última filha. Susanowo se encanta com a moça e decide eliminar o monstro. Entraram em acordo e o guerreiro divino se disfarçou de camponês e aguardou o dia do sacrifício. Quando a serpente apareceu, Susanowo no Mikoto ofereceu 8 barris de saquê e um néctar como aperitivo. A serpente mergulhou as 8 cabeças nos barris, bebeu tudo e adormeceu embriagada no local. No mesmo instante, o deus tira o disfarce, identifica-se como Susanowo no Mikoto e corta todas as cabeças.

Beber saquê é um ritual milenar no país. Existem diversas razões além do paladar, sede ou disposição de se embriagar, para se apreciar a bebida. Tradicionalmente o saquê elimina as preocupações e prolonga a vida das pessoas. Costumeiramente a bebida é bastante consumida em grandes celebrações como no Ano Novo e nos casamentos xintoístas.

Fontes:
http://www.japansake.or.jp/sake/index.html
http://www.kwa.jp/mm/mbn_1/106.html
http://www.esake.com/Knowledge/Newsletter/SW/SW2005/sw2005_9.html
http://www.sempuku.co.jp/odoroki/kenkyu/nan-reki/index.html
http://www.e-sake.to/fukusima/rekisi.htm


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