Sem-tetos no Japão

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Foto Andrew Gray

A recente recessão econômica japonesa está criando um grande problema para o país. Estima-se que existam hoje 50 mil sem-tetos no Japão. Eles circulam nas proximidades das grandes estações de trem de Tóquio e nos grandes parques como o Ueno. A maioria possui algum tipo de dependência de drogas e alguns possuem problemas mentais.







Grande parte dos sem-tetos vivem no nomadismo, passando suas noites em caixas de papelão, em bancos de praças e carrinhos de supermercados. Mas infelizmente Osaka, a terceira maior cidade do Japão, se destaca com o problema dos no jyuku sha, onde além de construírem verdadeiros acampamentos, eles já fazem parte de uma comunidade organizada.

http://www.aha-projekte.de/publicblue/index.html

Facilmente identificados pelas barracas construídas com lonas azuis, os moradores das ruas de Osaka já somam aproximadamente 12 mil pessoas. E através da internet, eles se comunicam para organizar as ocupações e também os protestos pelos seus direitos.

Segundo Anke Haarmann, autor do documentário chamado Public Blue, os motivos que levam essas pessoas a tal situação são, principalmente, a idade avançada, o desemprego e o afastamento da família.

Mitsuo Nakamura, líder de um grupo de auxílio aos sem-tetos, vai além e diz que o verdadeiro problema é a discriminação que essas pessoas sofrem da sociedade. Segundo Nakamura, muitos deles estão desesperados a procura de empregos, mas não os encontram. “As empresas acreditam que as pessoas mais velhas são teimosas, inflexíveis e fracas”, disse Nobuyuki Kanematsu, diretor da ONG, Associação Contra a Velhice.

Fontes:
http://www.japanwindow.com/gallery/homeless/index.html
http://www.achr.net/japan_2002.htm
http://www.csmonitor.com/2004/1018/p07s01-woap.html
http://www.aha-projekte.de/publicblue/index.html

Bruno Kaneoya

Bruno Kaneoya, designer e sansei (neto de japoneses). "Como designer, é imprescindível compreender a maneira como a sociedade funciona, se comporta e se transforma, por isso escrevo sobre este assunto no NIPOCULTURA."

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